domingo, 19 de abril de 2009

Respeitando as diferenças...

Demorei, mas consegui dispor de um tempinho para iniciar minhas postagens no portfólio.
Já é possível perceber o elo que existe entre as interdisciplinas deste sexto semestre. Na interdisciplina Questões Étnico Raciais está sendo discutidos valores e propostas pedagógicas a serem trabalhadas em sala de aula sobre as etnias existentes em nosso meio. Na interdisciplina Educação de pessoas com necessidades Educacionais especiais está sendo realizadas leituras e discussão em fórum sobre o processo de inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas.
Percebo entre estas duas interdisciplinas uma ação de respeito ao diferente, aprendendo a respeitar as diferenças, possibilitando a nós educadores, um novo olhar diante das reformas que a Educação vem sofrendo nos últimos tempos.
Como nos faz refletir o texto de Ana Maria Petersen, Maria Aparecida Bergamaschi, Simone Valdete dos Santos, “SEMANA INDÍGENA: AÇÕES E REFLEXÕES INTERCULTURAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES”: É preciso respeitar de uma forma especifica os povos indígenas em sua cosmologia, não apenas no seu dia especial, mas sendo todo dia é dia de índio, eliminar o pintar as crianças de índio e divulgar a existência de uma cultura indígena própria, que luta por uma escola diferenciada, pela demarcação de suas áreas de terras ancestrais, pela sua sobrevivência.
Está sendo uma tarefa complexa, mas me fazendo refletir muito sobre o compreender e respeitar o “aluno especial”, em sua trajetória marcada pela negligência e omissão do governo, que prevê em lei, direitos e deveres que a escola regular tem, mas não envia verbas e recursos necessários para que a escola se torne adequada a receber alunos com necessidades educacionais especiais, tampouco a elaboração de um sistema que ofereça uma preparação de qualidade para os profissionais do ensino. Através das leituras realizadas e a discussão em fórum com os colegas está surgindo possibilidades e alternativas para que, nós educadores possamos dar um primeiro passo a fim de mudar a nossa realidade escolar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Auto avaliação sobre as aprendizagens da interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade

Após todo o estudo que foi desenvolvido pela interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade, torna-se de grande valia esta auto-avaliação, pois é uma forma de expressar as aprendizagens obtidas, fazendo um contraponto com o que ficou a desejar.
Foram muito importantes para mim as abordagens apresentadas nesta interdisciplina. Formei-me há oito anos no curso normal médio, e estudei muito superficialmente sobre alguns sociólogos e filósofos na interdisciplina de Sociologia naquele período. Talvez por falta de maturidade e apropriação dos conteúdos, não conseguia assimilar com tanta precisão e transparência, como presenciei aqui atualmente.
Com o enfoque centrado em conhecer um pouco da história da sociedade e os filósofos que contribuíram naquela época, foi possível compreender a educação e sociedade como um processo histórico que ainda está arraigado em nossa realidade atual. Durante os estudos realizados, procurei atender ao que era solicitado nas propostas de atividade, participando das discussões em fórum, interagindo com as colegas, concordando discordando, complementando, enfim. Descrevo a seguir algumas, entre outras as aprendizagens conquistadas através da interdisciplina: Paulo Freire me levou a refletir e analisar nossa trajetória como professor e aluno e pensar no que verdadeiramente foi importante para mim, como me tornei a pessoa que sou hoje. Segundo Freire, “Não existe docência sem discência”, ou seja, o ensino não é tarefa exclusiva do professor. Durkeim mostrou que a Educação é um processo socializador. Ela sempre foi um elemento para instruir em um determinado povo de acordo com as necessidades daquela sociedade. A maneira pela qual a educação se desenvolveu dependeu muito da religião, dos interesses políticos e sociais, do grau de desenvolvimento da ciência, do estado das indústrias.
Tivemos a oportunidade de compreender as idéias polêmicas de Marx. A partir das leituras realizadas e as contribuições e discussões entre colegas no fórum. Marx foi um grande pensador, filósofo, crítico, um intelectual que avistava para além do seu tempo, pois calculava os efeitos negativos que o capitalismo ocasionaria a sociedade ao longo do tempo e acreditava que a educação teria o papel importante de tentar evitar ou moderar estes impactos a população. Naquela época, ele já sabia que o homem somente poderia se desenvolver em sua totalidade, se fosse capaz de desenvolver o intelectual, físico e técnico e que para isso, não poderia cumprir excessivas jornadas de trabalho.
Por falta de organização do tempo desprendido para a realização das atividades, pequei em pontualidade referente a algumas postagens. No entanto, sempre fui pontual ao enviar email, comunicando a professora e tutora cada atividade postada. Nas poucas vezes que foi solicitado a reformulação de alguma atividade, procurei sempre atender a sugestão, isso me deixava ainda mais satisfeita, pois percebia a preocupação e a dedicação da professora Vera Corazza e da tutora Maria José em nos fazer atender aos objetivos das propostas de atividade e sempre orientando como relacionar a teoria estudada com a nossa prática pedagógica.
Contudo, a interdisciplina de ECS me proporcionou bons momentos de reflexão, como profissional e como indivíduo, me fazendo repensar sobre a importância de que nós educadores temos frente a nossa sociedade. Afinal, somos capazes de nos tornarmos cidadãos mais críticos, participativos, cientes e capazes de lutarem pela transformação de uma sociedade mais crítica e democrática.

Aprendizagens conquistada na Vida Adulta

Após as teorias estudadas na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, percebi que a fase adulta depende das fases anteriores, mas o desenvolvimento psicológico, cognitivo, afetivo do ser humano continua.
Segundo Piaget, a partir do nascimento do indivíduo vai se construindo o desenvolvimento cognitivo e cada estrutura construída, serve de base para outras.
A aprendizagem ocorre na relação com o meio tanto na infância, como na vida adulta, pois acredito que estamos sempre em constante processo de transformação e aprendizagem.
Penso que uma pessoa adulta não deve ser considerada pela idade que tem, mas pela sua postura frente às atitudes a serem tomadas em meio à sociedade em que está inserida e com as pessoas com as quais estão a sua volta. O ser adulto vai se definindo por suas virtudes; compromissos, responsabilidades, seriedade e autonomia em suas ações, em suas relações interpessoais, construindo sua personalidade, é um procedimento que vai se interiorizando durante todos os estágios do desenvolvimento pessoal e cognitivo.
O processo de aprendizagem na relação professor aluno se manifesta pela interação com professores e integração entre colegas, onde se estabelecem relações em meio aos integrantes que valorizam as atividades cooperativas, a discussão em grupo, enfim, a construção do conhecimento.
O indivíduo é complexo, seja nas relações que ele estabelece ou no próprio ato de definir o que é e o que faz. Mas é adulto e apresenta características desta fase. Complexo ou não ele atinge a maioridade, suas ações são de “adulto” e suas responsabilidades são próprias de quem já viveu e aprendeu muito.
Segundo Maturana, “Todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer”.
Como estudante aqui no PEAD, as minhas experiências e a interação com colegas e professores mostram como dia-a-dia vamos nos tornando cidadãos mais críticos, com uma visão mais ampla do mundo que nos cerca. Com certeza, isso se dá pela convivência coletiva, e na construção individual, pois vamos nos aperfeiçoando, aprendendo com as novas descobertas, nos tornando capaz de refletir e encarar com mais atitude as situações do cotidiano.

Reflexão sobre as aprendizagens adquiridas na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental

Os estudos realizados na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental se complementam com as teorias estudadas pela interdisciplina de Organização e Gestão da Educação.
Foi possível refletir sobre questões de ordem administrativa, financeira e pedagógica que tornam concreto o exercício da autonomia escolar. Compreendemos a autonomia da escola pública como um dos fatores que pode colaborar para melhorar a qualidade do ensino e para gerar uma cultura democrática no interior de nossas instituições.
Para uma escola tornar-se um espaço de construção da democracia precisamos instituir algumas relações necessárias entre o Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico.
Compreender que estes dois se complementam e devem caminhar juntos, pois o Projeto Político Pedagógico é um instrumento que reflete o desejo teórico e orientador das práticas escolares e o Regimento Escolar é um documento administrativo e normativo da escola, ou seja, que contém em normas específicas, com registros gerais dos procedimentos, funções, imputações e composições dos distintos setores em que a escola deve se organizar e seguir. O regimento Escolar é originado pelo PPP.
Para transformarmos a escola em um espaço democrático precisamos pensar em uma escola primeiramente participativa, onde todos têm direito de participarem opinando e decidindo nas decisões da instituição, desde o planejamento do e Projeto Político Pedagógico e do Regimento Escolar até sua execução. É necessário que haja também transparência na prestação de contas e nas decisões administrativas, possibilitando que todos fiquem a par da realidade escolar. Para que isso se efetive é indispensável a atuação do Conselho Escolar juntamente com a equipe diretiva. As eleições para cargo de diretor devem ser realizadas de forma participativa, através de votação pela comunidade escolar. Formação de grêmio estudantil, onde os alunos possam também exercer sua cidadania, autonomia, participação e organização em parceria com a escola.
Muitas escolas já estão no caminho para conquista de uma gestão democrática, mas sabemos que este é um processo que vai sendo conquistado a longo prazo e que a escola deve estar sempre sob constante realização de reflexões, orientada pelos princípios de justiça social, igualdade e solidariedade humana.

“Podemos criticar a escola realmente existente, mas temos excelentes motivos para defendê-la, para dedicar-lhe o melhor dos nossos esforços, para convertê-la não só em objeto de estudo e trabalho, mas numa causa ampla, generosa, democrática".

Marco Aurélio Nogueira(2oo2)

Aprendizagens sobre a interdisciplina de Organização e Gestão da Educação

Após todo o estudo que foi desenvolvido pela interdisciplina neste quinto semestre do curso de Pedagogia á distância da UFRGS, posso relatar com convicção minha reflexão sobre as aprendizagens adquiridas. O desenrolar dos estudos estiveram basicamente centrados em aspectos organizacionais da gestão educacional, onde os protagonistas somos nós professores, capazes de nos posicionarmos sobre as práticas de exercício para uma gestão escolar mais democrática.
Tendo em vista o processo de redemocratização do país no início dos anos 80, discutimos alguns caminhos pelos quais a gestão e a organização da escola brasileira trilharam. Buscamos compreender nesse contexto, de “abertura democrática”, os avanços expressados na Constituição Federal de 1934, 1937, 1946, 1967e1988, através da construção de uma
Linha do Tempo realizada em grupo, onde foi possível contextualizar a Educação em cada período de nossa história.
O princípio da gestão democrática escoalr está na autonomia, pois permite a concretização de planos e projetos sonhados. No entanto devemos considerar que se a escola não dispõe de uma gestão participativa, a construção de um projeto político pedagógico representativo, ou seja, que envolva a comunidade escolar, pais funcionários, alunos e professores na tomada de decisões, será muito difícil, porque de um lado é um projeto que se junta espontaneamente; por outro lado, a participação é a própria essência desse tipo de projeto, pois sua elaboração depende de diversas vozes.
Contudo, a gestão democrática do ensino público tem se constituído em um grande desafio, que inclui a autonomia, participação e decisão compartilhada com todos os atores que convivem no espaço escolar. Nós enquanto educadores devemos aprender e ensinar caminhos do processo de gestão democrática, pois ela contribui para a construção de uma educação melhor, na qual todas as crianças, jovens e adultos possam se desenvolver como sujeitos construtores de sua cidadania.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

REFLEXÃO SOBRE O PLANO INDIVIDUAL DE ESTUDOS

Primeiramente confesso que tive dificuldades para entender a proposta do Plano Individual de Estudos, que objetivos que este visava para mim. Esta atividade foi realizada em maio deste ano, durante o quarto semestre, e que foi possível, hoje, retomá-lo para fazermos um balanço sobre o que foi possível alcançar até aqui. Após dialogar muito com as professoras e colegas, percebi que o PIE serviria para organizar projetos profissionais, pessoais e escolares, ou dificuldades e anseios que eu necessito aprender e ou melhorar em curto prazo. Então, considerei relevante neste momento melhorar minha autoconfiança para conseguir expressar-me oralmente na apresentação do workshop, pois sou tímida e introspectiva, tenho certa dificuldade de manifestar minhas idéias e pensamentos frente a um grande grupo que está parcialmente voltados com olhares e ouvidos atentos a mim.
O recurso que considerei mais pertinente para concretização deste objetivo, foi em reuniões com o grupo de estudo, onde sempre que foi possível, tentei expor meus conhecimentos sobre determinada temática que estávamos estudando, reavaliando com as colegas as dúvidas e hipóteses que surgira para melhorar a expressão oral e escrita.
Para me auxiliar também neste processo realizei a leitura do livro de Paulo Freire: Pedagogia da Autonomia, que foi solicitado pelas professoras Nadie e Marie Jane no inicio do quarto semestre. A leitura é de fácil entendimento e só veio a solidificar nossas aprendizagens quanto a questão da curiosidade e sobre a postura pedagógica do professor, como levar os alunos a serem mais curiosos, motivando a nós professores a sermos também mais desafiadores sobre nossas inquietações, a leitura está me proporcionou momentos de muita reflexão crítica a respeito da minha conduta enquanto professora e cidadã.
Em relação aos outros objetivos a serem alcançados, acredito que consegui atingir em parte, pois é algo que vai sendo conquistado em longo prazo. A troca de experiência em convívio com o grupo de estudo foi uma forma de socializar nossas aprendizagens, aprofundar conhecimentos em todas as teorias estudadas entre as interdisciplinas, pois percebo com esse processo é gradativo e é visível a transformação que ocorreu desde o primeiro semestre até aqui no final do quinto eixo, em relação aos trabalhos acadêmicos que foram desenvolvidos. É notável como a minha expressão escrita veio sendo aprimorada a cada dia.
Reconheço que ainda há muito que se conquistar. Pretendo para o próximo semestre fazer uma nova reflexão sobre meus conceitos, o que está ficando a desejar e construir novas metas para o meu Plano Individual de estudos.

Plano Individual de Estudos

Objetivos de aprendizagem:

· Socializar aprendizagens em convívio semanal com o grupo de estudos, como forma de trocar experiências e ajudando umas as outras.

· Aprofundar meus conhecimentos em todas interdisciplinas, permitindo teorizar aprendizagens mais concretas em minha vida profissional e pessoal.

· Melhorar minha autoconfiança, obtendo mais segurança para expressar-me oralmente em público.

Recursos:

· Computador;
· Internet;
· Livros;
· Reportagens, entrevistas (através de vídeos, revistas...);
· Grupos de estudos;
· Palestras, fóruns, simpósios;

Metodologia:

· Aplicação de conhecimentos teóricos e aprendizagens significativas no portfólio de aprendizagens.

· Aulas presenciais e a distância utilizando dos meios de comunicação via internet: pbwiki, e-mails, MSN, ROODA...

· Diálogos e trocas de experiências entre colegas e grupo de estudo;

· Pesquisas em várias fontes (livros, jornais, revistas, sites, textos complementares);

Tempo:

Utilizarei o tempo que for necessário para que eu possa atingir os objetivos estipuladas, buscando assim, a concretização dos meus propósitos. Acredito que até o fim deste semestre, onde poderei evidenciar meu crescimento na apresentação oral (work shop).